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Método Feldenkrais chega Porto Alegre, com benefícios como flexibilização e alívio da dor crônica

Coletivo reúne profissionais da área e oferece aulas abertas para o público conhecer as práticas


O método Feldenkrais ainda é recente no Brasil, mas seus benefícios e práticas somáticas começam a despertar atenção. Trata-se de um processo de aprendizagem somática a partir da observação consciente dos próprios movimentos a fim de reconstruir diferentes formas de ação, permitindo assim uma auto-organização orgânica. Além do Brasil, o Feldenkrais é praticado em países como Israel, Argentina, Canadá e Estados Unidos.




O engenheiro e físico israelense e especialista em artes marciais Moshe Feldenkrais desenvolveu o método no início do século XX, depois que uma lesão no joelho ameaçou deixá-lo incapacitado de andar. Valendo-se de seus conhecimentos da gravidade e da mecânica do movimento, ele desenvolveu seu método, que ajuda a ensinar ao corpo formas mais fáceis e eficazes de se movimentar.


Nas aulas realizadas em grupo, o instrutor propõe uma sequência de movimentos majoritariamente através da fala. Para a instrutora Maria Barcellos, do Coletivo Feldenkrais RS, “não existe um movimento certo, existe o que é eficiente para cada pessoa e cada ação, porque cada um tem a sua maneira de estar no mundo”, o que faz com que a prática seja acessível para o público de qualquer idade e também para pessoas com deficiência.


Entre os benefícios, estão a possibilidade de aliviar dores crônicas, a melhora na autoestima, flexibilização e a busca de um maior equilíbrio corporal. “Somos acostumados a acreditar que a flexibilidade só se alcança forçando as estruturas e frequentemente com dor, mas é possível se adquirir respeitando a nós mesmos” afirma a instrutora Gabriela Guaragna. Mudar um padrão respiratório em alguém que está ansioso, por exemplo, é também uma forma concreta de identificar e reorganizar um padrão emocional.


Coletivo Feldenkrais RS tem aulas abertas gratuitas


O coletivo Feldenkrais RS surgiu em julho e é composto por dez instrutores capacitados como educadores somáticos Feldenkrais. A escolha pelo coletivo reflete a preocupação pela horizontalidade nas ações e nas tomadas de decisões. “Todo mundo têm as suas diferenças e as suas particularidades, mas tem uma vontade e desejo de fazerem ações em comum”, explica Maria.


Nas aulas, o aluno é convidado a perceber seus movimentos, reconhecer seus padrões, assim como a imagem que tem de si. As partes do corpo que sente com maior clareza são aquelas que estão sendo mais utilizadas no dia a dia, como a boca e as mãos. À medida que o aluno identifica a imagem que tem de si e os movimentos que está habituado a fazer, o instrutor propõe movimentos diferentes e que vão aos poucos estimulando todo seu sistema a descobrir como poder realizá-lo de forma orgânica.


O interessante sobre as aulas é que o método tem a sua estrutura e suas diferentes lições, mas cada instrutor pode dar o seu formato. Maria explica que em suas práticas ela também deixar um espaço para a pessoa se expressar. “Não é obrigatório, mas gostamos de fazer uma pausa depois de uma sequência de movimentos e fazer uma roda de conversa sobre as percepções, por exemplo”, diz. Gabriela lembra que as pausas são importantes para dar tempo para o sistema nervoso da pessoa reconhecer a nova ação, e para que o processo de aprendizagem seja realizado no seu tempo orgânico. “Se tu estás sempre melhorando, tu estás reconhecendo aonde está, e percebe que sempre pode ir melhorando. É um processo sem cobrança”, finaliza.

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